terça-feira, 6 de março de 2018

SOBRE SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL (CÓLON IRRITÁVEL) 


            Atualmente o estresse está presente no dia-a-dia da sociedade e está se tornando uma grande ameaça a saúde individual e coletiva, dentro e fora do ambiente de trabalho.
            O stress é uma reação do nosso organismo a um ou mais estímulos que levam a uma sobrecarga física e emocional do indivíduo. Fatores como trânsito (engarrafamentos), problemas no trabalho,  dificuldades financeiras / pessoais, doenças, uso de substâncias tóxicas como álcool ou drogas e muitos outros geram um aumento na produção de adrenalina e cortisol (além de outras alterações), o que causa o aparecimento de sintomas como déficit do rendimento no trabalho, distrações, irritabilidade, atrasos de tarefas, perda de prazos, insônia, sono agitado, déficit de atenção, falhas de memória e fadiga.
            Sintomas como diarréia, dor abdominal em baixo ventre, constipação intestinal, ou ainda a manifestação alternante desses quadros não são necessariamente conseqüências de uma dieta desregrada (maus hábitos alimentares) e podem estar relacionados a um mau funcionamento do intestino, muitas vezes causado por estresse ou depressão. O quadro clínico denominado Síndrome do Intestino Irritável (SII) refere-se a estas manifestações.
            A SII atinge 15% a 20% da população geral, sendo mais comum em mulheres e entre 15 e 44 anos de idade. É classificada como uma doença funcional, sendo considerada a segunda causa mais freqüente de faltas ao trabalho, segundo pesquisas recentes.
            Geralmente, os sintomas são leves. Entretanto, em alguns casos, os pacientes podem ter suas atividades diárias alteradas em função da doença, o que gera insegurança para realização de atividades diárias rotineiras, para trabalhar, participar de reuniões ou fazer viagens (mesmo de curta distância), podendo até causar uma exclusão social. As implicações econômicas e financeiras são importantes pelos seus custos diretos (consultas médicas e exames complementares para o diagnóstico) e indiretos (queda do rendimento no dia-a-dia), além do prejuízo na qualidade de vida.
            Pode-se conseguir um controle adequado dos sintomas da SII com dietas controladas e específicas, tratamento e controle do estresse, realização de atividades físicas, realização de avaliações e exames periódicos para promoção a saúde e prevenção de doenças e, em alguns casos, uso de medicamentos.

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